25/02/2025
O comércio varejista ampliado do Paraná encerrou 2024 com crescimento de 5,3%, superando a média nacional de 4,1%, conforme os dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o presidente do Sistema Fecomércio Sesc Senac PR, Darci Piana, o desempenho positivo reflete a força do varejo paranaense, que manteve um ritmo superior ao restante do país, mesmo diante de oscilações ao longo do ano. “O comércio paranaense demonstrou crescimento vigoroso no ano de 2024, de 5,3%, e mostra tendência de crescimento contínuo. O avanço acima da média nacional evidencia um ambiente econômico favorável no estado, impulsionado pela confiança dos consumidores e pelo dinamismo do setor varejista”, avalia o dirigente.
Embora dezembro tenha registrado redução de 1,7% no estado e de 1,1% no Brasil em relação a novembro, o comparativo com o mesmo mês de 2023 mostra resultados positivos: no Paraná, as vendas avançaram 2,4%, enquanto no Brasil o crescimento foi de 1,4%.
Para o assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi, os resultados expressivos do estado estão diretamente ligados à solidez do mercado de trabalho e uma economia estadual forte. “O comércio varejista ampliado, que inclui a venda de veículos e materiais de construção, está em plena expansão devido a fatores como o aquecimento do mercado imobiliário, mercado de trabalho resiliente, com taxa de desemprego em patamares historicamente baixos, e melhor desempenho da economia brasileira”, avalia.
Os segmentos que mais contribuíram para o crescimento do varejo no Paraná em 2024 foram o comércio de veículos e motocicletas, com alta de 17,9%, seguido por móveis e eletrodomésticos, que avançaram 15,2%, e materiais de construção, com crescimento de 13,4%.
Por outro lado, algumas áreas enfrentaram retração. O setor de livros, jornais, revistas e papelarias registrou queda de 7,6% no estado, reflexo das mudanças no consumo de conteúdo e do crescimento do meio digital. Já combustíveis e lubrificantes apresentaram recuo de 6,5%, impactados por variações nos preços internacionais e na demanda interna. O atacado especializado em produtos alimentícios também registrou queda de 6,1%.
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